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Áreas de desmatamento em Nova Mamoré e Guajará são periciadas

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Três peritos fiscalizaram 56 pontos nas zonas rurais dos municípios.
Em alguns locais, o desmatamento chegou a cerca de 350 hectares, diz perito.

pericia_ambientalAs áreas de desmatamento nas zonas rurais de Guajará-Mirim e Nova Mamoré (RO), a mais de 300 quilômetros de Porto Velho, foram vistoriadas pela Perícia Técnica Científica entre os dias 14 e 15 de junho. De acordo com a perícia, na operação foram encontrados danos de até 350 hectares, no entanto, os laudos com o resultado geral devem ficar prontos até o dia 25. Os produtores que desmataram de forma ilegal poderão responder criminalmente pelos danos ambientais causados.

Os exames periciais tiveram duração de dois dias e foram realizados por três peritos, com um helicóptero da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) do estado em 56 pontos distintos.

Em Guajará-Mirim, o levantamento ocorreu no distrito de Surpresa, localizado a 200 quilômetros do município. Lá, foram verificados 30 pontos de desmatamento, anteriormente identificados pela Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Produtores poderão ainda pagar multas, que podem chegar a R$ 50 milhões por hectare (Foto: Perícia Técnica Científica/Divulgação)
Produtores poderão pagar multas, que podem chegar a R$ 50 milhões por hectare (Foto: Perícia Técnica Científica/Divulgação)

Em Nova Mamoré, foram examinados 26 locais nos distritos de Araras, Palmeiras e Nova Dimensão. Dos 26 pontos, dois estavam com as coordenadas erradas e terão que ser periciados posteriormente, após a identificação das áreas exatas.

Em entrevista ao G1, o engenheiro agrônomo e perito técnico-científico, Isaac Newton McComb, disse que a operação foi realizada nos dias 14 e 15, com duas horas e meia de voo sobre as áreas desmatadas.

“Recebemos as solicitações das delegacias de Guajará e Nova Mamoré para fazermos um levantamento dessas áreas, que já tinham sido fiscalizadas pelos órgãos ambientais competentes. São áreas que foram desmatadas sem autorização legal, o que gerou danos ambientais. O objetivo foi verificá-las, medi-las e lançar as informações em um laudo pericial. Muitas áreas são de difícil acesso, por isso utilizamos o helicóptero, pois senão a perícia levaria no mínimo 30 dias”, explicou o perito.

McComb declarou ainda que o planejamento inicial da Perícia Técnica prevê que as áreas sejam vistoriadas a cada seis meses e comentou sobre os resultados preliminares obtidos com os levantamentos ambientais.

“Iremos realizar essa operação periodicamente, para alcançarmos um melhor resultado. Achamos desmatamentos em praticamente todos os pontos verificados. O menor deles foi de meio hectare, já em outras áreas achamos danos de até 350 hectares, o que representa uma imensa devastação na floresta. A área exata de desmatamento nós só saberemos quando somarmos todos os laudos, mas é um número bastante significativo”, disse.

A Perícia Técnica Científica informou também que após a elaboração dos laudos periciais, os produtores que desmataram suas propriedades de forma ilegal poderão responder criminalmente pelos danos ambientais causados. Os proprietários rurais poderão ainda pagar multas, que podem chegar a R$ 50 milhões por hectare, de acordo com a Lei 9.605 / 98, que trata dos crimes ambientais.

FONTE: G1/RO

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