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Com 3 meses de salários atrasados, operários do linhão fecham BR em Cacoal

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dsc_0129Em protesto contra salários atrasos, cerca de 200 funcionários que prestavam serviços para a empresa Mavi Engenharia e Construção bloquearam a BR-364, na tarde desta terça-feira (10), em Cacoal (RO), cidade a 479 quilômetros de Porto Velho.

Durante duas horas, os manifestantes impediram a passagem de veículos no trecho da rodovia ateando fogo em pneus. A empresa é responsável pela construção de uma linha de transmissão de energia elétrica entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. De acordo com os trabalhadores, eles estão com três meses de salários atrasados e com rescisões a receber.

Conforme o mecânico Adilson de Jesus Santos, a maioria dos funcionários da empresa é de outros estados e muitos já estão desesperados, pois não sabem quando vão receber.

“Não estamos querendo prejudicar ninguém, só queremos receber nossos direitos. Estou há mais de dois anos na empresa e agora vou sair de mãos vazias. Isso não é justo. Assim como eu a maior parte de meus colegas de trabalho vieram do Nordeste e dependem deste dinheiro para sustentar a família”, disse.

O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), Cleber Lobato, a empresa deixou de pagar a rescisão dos trabalhadores e buscou o sindicato da categoria para firmar um acordo trabalho. Porém o acordo não foi firmado entre as partes, e o Sticcero, entrou com um processo na Justiça pedindo o bloqueio de um valor de R$ 9 milhões das contas da empresa para o acerto com os trabalhadores.

“Os trabalhadores têm todo direito de protestar, porém o sindicato está fazendo sua parte. Hoje mesmo foi realizada uma audiência para tratar do assunto. Agora, o que temos que fazer é esperar a sentença do juiz, que deve sair nos próximos 15 dias”, revelou.

A BR-364 foi liberada por volta das 18 horas, após ser acordado que uma reunião será realizada nesta quarta-feira (11), entre os trabalhadores e representantes do Ministério do Trabalho. O movimento foi pacífico e foi acompanhado pela Polícia Rodoviária Federal e Militar.

Em outubro, as empresas Linha Verde Transmissora de Energia e Mavi Engenharia e Construções tiveram R$ 9 milhões bloqueados de suas contas por trabalho degradante. O flagrante das condições degradantes foi feito depois que trabalhadores da obra procuraram o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região), desembargador Francisco José Pinheiro Cruz, durante um encontro de magistrados da instituição que estava sendo realizado em Cacoal para denunciar a situação, no dia 15 de outubro.

O magistrado, então, designou a juíza Luciana Assumpção para averiguar a situação junto com dois procuradores do Trabalho, que comprovaram as condições desumanas de trabalho oferecidas pela empresa.

Fonte: G1/RO

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