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FRIGORÍFICOS MANDAM REPRESENTANTE “SEM AUTORIDADE” E ENCONTRO IRRITA PECUARISTAS

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2522016-162017-int_semA reunião da Câmara Setorial da Carne, convocada para tratar da queda do boi gordo em Rondônia, transformou-se em um grande constrangimento na manhã desta quinta-feira, 25, em Porto Velho. Os frigoríficos enviaram o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antônio Jorge Carmandelli, para o encontro, mas sem a menor autorização para discutir o principal tema da pauta de discussões. “Não estou autorizado a tratar do preço do boi, mas vou levar adianta o assunto”, desculpou-se Antônio Jorge ao responder o primeiro questionamento do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), Hélio Dias de Souza.

A falta de respostas concretas do representante dos frigoríficos irritou a classe dos pecuaristas que enviou criadores de Ariquemes, Ji-Paraná, Jaru, Porto Velho e Vilhena. O empresário e pecuarista Mário Português, dono da MG Agropecuária, um dos grandes empreendimentos voltados ao confinamento bovino, retirou-se da reunião dizendo que iria perder tempo com quem não tinha poderes para discutir absolutamente nada.

Carmandelli ouviu muitas reclamações dos produtores e representantes de entidades de classe do setor. Ele foi obrigado a escutar das autoridades presentes o termo cartel para a prática adotada pelas indústrias para baixar e alinhar o preço do boi e da arroba comercializada. “Os frigoríficos fabricaram excesso de oferta para reduzir o preço. Isso pra mim é cartel”, disse Tomas Correia, cuja opinião foi dividida pelo deputado estadual Adellino Follador, presidente da CPI dos Frigoríficos, e o vice-governador Daniel Pereira (PSB).

Para o representante da classe produtora de Vilhena, Jaime Maximino Bagattoli, o JBS-Friboi ganhou muitos incentivos do Governo para comprar plantas em todo Brasil e fazer o monopólio de preços, prejudicando a cadeira produtiva. Para ele, a solução é o Governo do Estado conceder os mesmos incentivos para a construção de pequenas plantas. Ele se referiu a essa solução porque o presidente da ABIEC foi taxativo sobre o frigorífico de Ariquemes: não vai abrir por causa do cenário econômico. Essa planta estava sendo construída com recursos dos próprios pecuaristas de Ariquemes, mas a JBS comprou, ganhou incentivo e simplesmente fechou a indústria, causando a queda de preços.

Adélio passa “pito” em dirigente das indústrias

A reunião irritou tanto os pecuaristas que o presidente da Associação de Produtores Rurais de Rondônia (APRRO), Adélio Barofaldi, deu um “pito” no presidente da ABIEC, Antônio Jorge Carmandelli, dizendo que ele parecia não ter ido a última reunião no Palácio do Governo no dia 15 de fevereiro. “A sensação é que o senhor parece que não estava na última reunião”, disse Adélio, pedindo que ele levasse um recado a quem de fato pode responder sobre o preço do boi em Rondônia: é possível ou não realinhar os preços aos patamares do mês de julho de 2015. Carmandelli concordou que não tinha autoridade para tratar desse assunto específico, mas disse estar chateado com as acusações porque iria levar toda a agenda de trabalho para frente.

Governo e empresários precisam buscar solução

Pelo resultado da reunião desta quinta-feira, pecuaristas e Governo precisam sentar e discutir a melhor alternativa para acabar com a crise no setor. Já há uma proposta sendo maturada entre os empresários de construir pequenas plantas para abater entre 300 a 400 bois por dia em alguns municípios de Rondônia para fazer frente ao monopólio criado pela JBS e seus associados no Estado. O vice-governador Daniel Pereira ficou de iniciar as tratativas já que o Governo precisa conceder incentivos e buscar linhas de crédito.
A reunião da Câmara Setorial de hoje foi realizada no auditório da Fiero e contou com a participação de representantes dos pecuaristas de Vilhena, Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Jaru, do secretário de Agricultura, Evandro Padovanni; Marcelo Thomé, presidente da Fiero; José Genaro Andrade, ex-secretário de Finanças e produtor; Mário Português, produtor; Eliseu Fernandes, produtor; Hélio Dias de Souza, presidente da Faperon; Adélio Barofaldi, presidente da APRRO; entre outros.

Fonte: RONDONIAGORA
Autor: RONDONIAGORA

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