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Justiça bloqueia bens de 2 policiais por cobrar propina em garimpo ilegal

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garimpoaereo620x465_3O Ministério Público (MP) anunciou nesta quinta-feira (7) que conseguiu obter na Justiça decisão de bloqueio de bens de dois policiais civis acusados de cobrar propina para não prender dois servidores públicos que chegaram a comprar 250 gramas de ouro extraído ilegalmente do garimpo da Serra da Borda, na região de Pontes e Lacerda, cidade a 483 km da capital. A Justiça também já determinou a desocupação e o isolamento da área do garimpo ilegal.
Denunciados à Corregedoria da Polícia Civil, os dois policiais estão presos desde o dia 11 de novembro e ainda devem ser julgados cível e criminalmente.
Ambos foram denunciados por crimes de concussão e peculato. Também cometeram atos de improbidade administrativa. De acordo com o MP, o bloqueio judicial de bens é a forma de se assegurar que, ao fim dos processos, caso condenados, os policiais tenham condições de pagar as multas impostas.

O bloqueio de bens foi determinado em caráter liminar, por meio de um agravo de instrumento da promotoria de Pontes e Lacerda, e abrange até R$ 60 mil dos dois investigadores da Polícia Civil. Esse é o valor que, segundo o MP, ambos receberam de propina dos dois servidores flagrados com ouro retirado do garimpo ilegal.
Conforme relatou o MP, em outubro dois servidores públicos que moram em Cuiabá foram até Pontes e Lacerda, interessados na movimentação gerada pelo garimpo ilegal da Serra da Borda.
Lá, conseguiram adquirir 250 gramas de ouro por R$ 25 mil e retornaram para o hotel onde estavam hospedados. Neste momento, os dois servidores foram abordados pelos dois policiais.
Os investigadores abordaram os servidores acusando-os de terem cometido crime federal. Eles também os ameaçaram afirmando que, caso fossem presos, a repercussão do caso seria grande, justamente por serem funcionários públicos. Nesse momento, os policiais aproveitaram para cobrar propina a fim de não prenderem os servidores.
Além dos 250 gramas em ouro, os servidores entregaram aos policiais R$ 35 mil em espécie e duas balanças de precisão.
Depois que o caso chegou ao conhecimento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, parte da propina foi encontrada em diligências realizadas na casa dos dois servidores, como as duas balanças de precisão e R$ 8,9 mil em espécie. Logo, os dois investigadores foram presos e levados ao presídio militar de Santo Antônio de Leverger, a 35 km da capital.

Fonte: G1/MT

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