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Manganês de Rondônia só tem similar em mina australiana, afirma mineradora de Espigão do Oeste

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YUKI-YAMAMOTO-BMC-4-570x387Ultrapassa 50% o teor de pureza do minério de manganês das jazidas pesquisadas pela Brazil Manganese Corporation (BMC) em Espigão do Oeste, Rondônia.

A reserva de origem hidrotermal nesse município tem apenas uma similar no mundo: a mina de Woodie Woodie, na Austrália.

A BMC investe R$ 12 milhões na modernização de sua planta, informou na quinta-feira (27) a gerente de vendas da empresa, engenheira química Yuki Yamamoto.

logo_bmc“No estande na 5ª Feira Rondônia Rural Show, onde expõe pedras de manganês extraídas em suas áreas, a empresa conta ponto no atual momento da crise econômica, ao afirmar que “mantém a crença e os investimentos no Brasil e em Rondônia, com olhos confiantes em um futuro de prosperidade”.

“Vamos oferecer minério de alta qualidade para atender às necessidades das indústrias de aço no Brasil e no mundo”, anunciou Yuki.

Manganês é o 12º elemento mais abundante da crosta terrestre. Seus principais minérios, a pirolusita e a rodocrosita, são encontrados em jazidas localizadas na África do Sul, Austrália, Brasil, China, Gabão, Índia e Ucrânia.

Os estados do Amapá, Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul são as principais regiões de mineração. “Poucas minas no mundo têm o teor de pureza do manganês de Rondônia”, explicou Yuki.

Duas plantas em operação nas áreas pesquisadas produziram no ano passado 20 mil toneladas de manganês. Em 2016, a empresa ampliará esse volume para 30 mil ton. Investimentos feitos com recursos próprios possibilitarão extrair 50 mil ton até 2017.

Para detectar novas reservas, a BMC faz novas pesquisas autorizadas por alvarás do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Dentro de três anos, a comprovação da reserva dará elementos para o estudo de uma ambiciosa exploração industrial até 2020.

Na próxima semana, o engenheiro de minas Carlos Braga, da BMC, participará em Madri (Espanha) da reunião do International Manganese Institute [Instituto Internacional do Manganês], sediado na França. “Ele mostrará a localização das jazidas rondonienses”, adiantou Yuki mostrando textos e mapas em inglês.

FOSFATAÇÃO

O processo de fosfatação com manganês é usado no tratamento contra a ferrugem e corrosão do aço. Dependendo do seu estado de oxidação, os íons de manganês apresentam cores variadas e são usados industrialmente como pigmentos.

Noventa por cento da produção desse minério destinam-se à fabricação de aço para construção civil, tubulações de petróleo, trens e metrôs. Servem também para a indústria automobilística, de fogões e de geladeiras.

“Usinas de aço tanto podem usar diretamente o manganês em forma de ligas. A maioria das plantas do País são assim”, explica a engenheira Yuki.

Entre os clientes que indiretamente usam o minério extraído em Rondônia, destacam-se os grupos Gerdau e Arcelor.

Aplicações mais comuns: para fertilizantes de plantas diversas e fabricação de ração animal. “A BMC é uma das poucas do País que atendem a esses segmentos, sempre exigentes em alto teor de manganês e, ao mesmo tempo, de baixo teor de metais pesados”, observa Yuki.

Segundo a engenheira, outro mercado são as fábricas de baterias carregáveis e não carregáveis, telefones celulares, notebooks, tablets, drones e carros elétricos.

Para a consolidação de sua planta industrial em Rondônia, a BMC dependerá de logística e, no que diz respeito a exportações, a futura ferrovia ligando o Brasil ao Peru, por Rondônia, será fundamental.

ANTIGAS JAZIDAS

Na região de Espigão do Oeste, a BMC comprou ativos de duas empresas familiares: Eletroligas e Rio Madeira.

Dez anos atrás, o grupo canadense trabalha numa área de 104 mil hectares numa joint venture (associação) com a Ferrometals e Cancana.

“Da planta piloto para o aproveitamento industrial, temos novo caminho a seguir. A BMC instala novos equipamentos, entre os quais, jigador, peneiras, e peças para o reaproveitamento de água”, informou Yuki.

Responsável pela equipe de relacionamento comunitário da BMC, Glória Stange da Costa Alves, disse que um dos principais objetivos da empresa na região é “zerar” a utilização de recursos naturais.

Segundo Glória, a BMC ajudará Rondônia a cumprir metas do Programa de Desenvolvimento e Consolidação do Setor Mineral (PDES) do Governo de Rondônia, para o período 2015-2030,

Além do cedro e do pinus, serão prioritárias espécies regionais no reflorestamento, a recuperação de mananciais e a conservação da mata ciliar.

O programa de responsabilidade socioambiental  da BMC prevê também a eliminação do desperdício e o relacionamento transparente com acionistas, funcionários, comunidades e órgãos ambientais.

Fonte: SECOM-GOVERNO DE  RONDONIA

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