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Nova chanceler boliviana afirma que país não quer voltar ao passado

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Karen Longaric quer fortalecer relações com Estados Unidos e Chile

Com a renúncia de Evo Morales e a posse autoproclamada de Jeanine Áñez como presidente do país, estabeleceu-se um governo de transição no país. Apesar de não haver consenso sobre a constitucionalidade da posse de Áñez, ela assumiu o posto máximo do governo e montou um gabinete com 11 novos ministros, além de nomear novos chefes para as Forças Armadas e prometer eleições em breve.

A nova chanceler do país disse que espera a renúncia de embaixadores que não são diplomatas de carreira, mas que ocupam o cargo por indicações políticas da administração de Evo Morales. Longaric afirmou que estes postos serão ocupados pelos “melhores da carreira”.

“Vamos mudar todos os embaixadores que estão por designação política. Eu estimo que eles renunciarão imediatamente. Aquelas pessoas que não são de carreira e entraram no Serviço de Relações Exteriores por honorários políticos, renovaremos, tentando colocar as melhores pessoas, as pessoas mais eficientes, as que podem contribuir com o país”, afirmou.

No entanto, pelo menos dois embaixadores já se manifestaram contra a declaração da nova chanceler. Sacha Llorenti, embaixador da Bolívia na Organização das Nações Unidas (ONU), e Ariana Campero, ex-ministra da Saúde e embaixadora em Cuba, afirmaram que não vão renunciar.

“Fui nomeado embaixador da Bolívia nas Nações Unidas pelo presidente constitucional Evo Morales e ratificado por dois terços do Senado do meu país. Não renunciei nem renunciarei”, escreveu Llorenti no twitter.

“Não vou renunciar, fui nomeada pelo Presidente Constitucional do Estado Plurinacional da Bolívia e pela Assembleia Legislativa Plurinacional eleita pelo povo. Os inconstitucionais são Jeanine Áñez e seu gabinete ilegal”, disse Campero, também no twitter.

Política Exterior

A nova chanceler disse ainda que buscará reconstruir a política exterior e as relações “desgastadas” da Bolívia com outros países.

“O diálogo implica que vamos fortalecer as relações com os países vizinhos e, obviamente que envolve o Chile. É importante conversar com o Chile, temos muitas questões que nos vinculam na agenda bilateral e assim será”, disse .

A ministra sinalizou positivamente também ao ser questionada sobre uma possível aproximação política com os Estados Unidos. “É claro que fortaleceremos nossas relações com os Estados Unidos, com a União Europeia e com todos os países em geral”, disse.
FONTE:Por Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil  Montevidéu (Uruguai)

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