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Sedam realiza trabalho integrado para conter queimadas em Rondônia

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As principais ações previstas na campanha são a realização de 100 palestras em escolas, visitas e esclarecimentos em 30 associações rurais e outros grupos organizados e atendimento a 20 municípios.

QUEIMADA-EM-RIO-PARDO-570x379Rondônia está envidando esforços para conter as queimadas nesta época de estiagem. Uma série de atividades já foi iniciada, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), membro efetivo do Comitê de Combate a Incêndios Florestais. O objetivo é promover e disseminar informações contra a realização de queimadas, um crime ambiental que causa prejuízos ao solo, às plantas, aos animais e à saúde humana.

Devido às características do tempo e do clima da região, exatamente neste período a quantidade de queimadas em Rondônia aumenta. Segundo o meteorologista Fábio Adriano, responsável pelo Relatório Estadual de Monitoramento de Focos de Calor, os dados registrados em 2015, se comparados aos coletados no mesmo período de 2014, estão sendo preocupantes. “Estes dados são coletados diariamente do banco de dados do CPTEC/INPE, na Sedam, fazemos o tratamento das informações e emitimos diariamente, mensalmente e anualmente relatórios que possibilitam a tomada de decisão pelas autoridades”, comentou Fábio Adriano.

Para amenizar os impactos, a Coordenadoria de Educação Ambiental iniciou a campanha “Queimada, apague essa ideia!”, que apresenta atividades para construção de novas atitudes, a partir da vivência de cada indivíduo e seu despertar para o meio ambiente. Equipes e parceiros ambientais estão realizando palestras em diversas escolas e associações de produtores rurais, com informações práticas e alertando que as queimadas, além de contribuir com o aquecimento global e as mudanças climáticas, produzem poluição para a atmosfera, causando prejuízos econômicos e sociais.

Segundo a coordenadora de Educação Ambiental, Maria do Rosário Almeida da Silva, nesses primeiros dez dias de agosto, cinco associações rurais já receberam orientações dos agentes da Sedam. “O processo de conscientização para a mudança de atitudes contra as queimadas não possui uma fórmula mágica. A Educação Ambiental trabalha de maneira interdisciplinar, prestando atendimento a todos os setores da sociedade”, observou.

As principais ações previstas na campanha são a realização de 100 palestras em escolas, visitas e esclarecimentos em 30 associações rurais e outros grupos organizados e atendimento a 20 municípios. Além disso, a Sedam está divulgando o trabalho de combate às queimadas através das emissoras de rádio, tv e jornal; e distribuindo folder em todo o Estado através de pit stop.

Ela explicou que as palestras utilizam imagens fortes de queimadas para promover a conscientização do produtor rural. São árvores centenárias queimadas, imensas castanheiras, símbolo do Estado, que não sobreviveram aos crimes ambientais.

INTERAÇÃO

Visando otimizar os procedimentos de combate a incêndios florestais, além do aspecto da educação ambiental, uma importante característica do projeto, desenvolvido pela Sedam, é a interação entre o monitoramento e a fiscalização. Através do monitoramento as equipes obtêm, quase que em tempo real, as latitudes e longitudes dos focos de calor no Estado. Já a fiscalização vem autuando os possíveis infratores.

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Projeto defende “Não Fogo, Mas Vida”

A campanha “Queimada, apague essa ideia!” possui atividades articuladas e complementares, fundamentadas nos preceitos da legislação ambiental, e que garantem a participação comunitária com vistas a assegurar a sustentabilidade do processo de proteção ambiental.

Em Rondônia, climatologicamente, em junho, julho e agosto são os meses mais secos, onde normalmente chove menos que os demais, a partir de então, considerando que é uma prática cultural o uso do fogo nas atividades agrícolas, é iminente o risco de aumento de incêndios nestes períodos.

A orientação é para que a população fique atenta nesses meses que se destacam na série histórica como os de maiores valores registrados, desde o ano de 2007, persistindo uma acentuação até o ano de 2010, que se destacava em relação aos demais quanto ao total de focos de calor. No entanto, se o ano de 2015 continuar apresentando incremento, a tendência é que os valores ultrapassem os de 2010.

Nos últimos 30 dias, segundo a Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam), foram lavrados autos de infração que representam mais de R$ 200 mil em multas em desfavor de proprietários rurais que insistem em utilizar o fogo para as atividades agrícolas. As regiões onde os focos de calor foram mais intensas são União Bandeirantes (distrito de Porto Velho), Machadinho do Oeste, Alto Paraíso e Buritis.

Fonte
Texto: Marilza Rocha
Fotos: Rosinaldo Machado

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